Turismo Ecológico: Olho d'água de Vinô é visitado... E pode se transformar em local de visitação turística
Da Redação
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Dr. Tarciso Leite, José Cícero, Traciso Filho e Sebastião Maciel na nascente |
Explanações acerca da importância da preservação da nascente |
Momento da gravação do vídeo-depoimentos no local da nascente |
Imagens da pequena nascente no Alto Araçá |
Patrimônio Ecológico: 'Olho d'Água de Vinô que no passado deu de beber à população do Araçá necessita ser urgentemente ser preservado'
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JC ao lado do Olhod'água(arquivo) |
Com vistas à
implantação de um projeto voltado para o desenvolvimento do turismo
Rural e Ecológico no município, a secretaria de Cultura e Turismo local
através do secretário José Cícero, do representante da associação dos
filhos e amigos de Aurora(AFA) Sebastião Maciel e do assessor de
cultura João Silva, se fizeram acompanhar do Dr. Tarciso Leite e do seu
filho Tarciso Júnior - atuais proprietários do terreno onde está
localizado a famosa nascente popularmente conhecida como "Olho d'água
de Seu Vinô" pai dois atuais herdeiros.
"A visita faz parte da
proposta defendida desde 2008 através da Revista Aurora no que tange à
preservação e tombamento do referido patrimônio natural e ecológico,
como forma de garanti-lo às novas gerações", explicou o secretário.
Solicitamos a doação do espaço onde está localizado a nascente, bem como do entrono concernente a chmada mata ciliar que a proteje, disse. Pedido que, diga-se de passagem foi recebido de forma bastante positiva pelos dois proprietários. Na próxima vindas de ambos à Aurora estaremos provocando uma reunião com a presença do prefeito Adailton Macedo, onde deverá ser oficializado o protocolo de inteção.
Solicitamos a doação do espaço onde está localizado a nascente, bem como do entrono concernente a chmada mata ciliar que a proteje, disse. Pedido que, diga-se de passagem foi recebido de forma bastante positiva pelos dois proprietários. Na próxima vindas de ambos à Aurora estaremos provocando uma reunião com a presença do prefeito Adailton Macedo, onde deverá ser oficializado o protocolo de inteção.
A proposta será votada
na câmara através de um PL oficializando o tombamento ecológico do
manancial que rceberar algumas obras de infraestruturas. A ideia inicial
da Seculte é transformar o local num espaço de visitação pública,
especialmente para turistas e estudantes com foco no meio ambiente e na
história natural. Com a construção de trilha e acompanhamento de guia de
turismo. Um marco também será construído no local, confirmou.
Por ocasião da visita,
um vídeo foi gravado pela assesoria de Imprensa do município por meio
de Luiz Neto e disponibilizado na internet contendo os depoimentos dos
proprietários, do secretário de cultura e do representante da AFA, sobre
a importância da proposta.
"Tanto o Dr. Tarciso
quando o seu filho Júnior têm profundo amor a Aurora, assim como enorme
dedicação as suas raízes, de maneira que a sinalização para a
concretização de tal ideia representa um grande gesto e exemplo de
grandeza e visão tanto de preservação da natureza, quanto de amor à
Aurora, ponderou.
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Secretário de Cultura do Barro, Sousa Neto, faz visita à sede da Secult-Aurora
Na sede da secretaria de cultura e turismo - Secult |
Na sala de Exposição de fotografias antigas de Aurora |
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Na biblioteca pública Antonio Jaime de Alwncar Araripe na estação |
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Na estação ferroviária Local onde ocorreu o crime como o cel. Izaías Arruda |
Na última sexta-feira estiveram
visitando a sede da secretaria de Cultura e Turismo de Aurora o
radialista, pesquisador do cangaço e atual secretário de cultura do
vizinho município do Barro - Sousa Neto,
acompanhado
do professor e ativista cultural cajazeirense Agnaldo Rolim. Além de
uma visita de cortesia, ambos aproveitaram para conhecer de perto a
exposição de arte e de fotografias antigas de Aurora, instalada na sede
da Secult. Além de fazer contato com o escultor aurorense Painha, filho
de Cizin d'Aurora.
Emposado em
janeiro como secretário de cultura do Barro, desde então Sousa Neto vem
se esforçando para implantar no seu município um trabalho realmente de
fortalecimento, resgate, incentivo e preservação da arte e da cultural
local. Para tanto, vem visitanto algumas alguns modelos e experiências
neste campo.
"Sousa Neto é um lutador
incansável, profundamente identificado com a causa sociocultural da sua
terra. Algo digno de aplauso e incentivo. O Barro tem muito a ganhar
com o trabalho abnegado desse secretário", opinou José Cícero, acerca
do articulador cultural barrense.
Na
mesma oportunidade, os mesmos visitaram igualmente a bliblioteca pública
e o antigo prédio da estação ferroviária, local onde foi baleado
mortalmente em 4 de agosto de 1928 o famoso coronel Isaías Arruda - célebre coitero de
Lampião em terras aurorenses.
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Fotos: Alcione Pereira e equipe da Secult Aurora.
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e no Faceboo
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E aí cara pálida; hoje é o dia do índio!
...............................................................INFORMES SECULT AURORA:
Consultora Regional do SEBRAE empreende visita à sede da Secretaria de Cultura e Turismo de AURORA
Consultora do Sebrae Mª Celeste ladeado Por Tânia(Cras), Sec. Bernadete e Carmélia artesã |
Da esquerda: Mª Celeste(Sebrae) Sec. Bernadete e Tânia Macedo na Secult |
A consultora do Sebrae Maria Celeste Franco da Rocha, que
também é presidente da federação de artesanato do Cariri; juntamente com a Secretária de
Ação Social, bem como a coordenadora do (Cras) Tânia Macedo, estiveram na manhã da última
quinta-feira (11), visitando as dependências da Secretaria de Cultura e Turismo(Secult) do município de Aurora.
Segundo Maria
Celeste, 'o objetivo da visita se faz necessário, uma vez que, o Sebrae
está fazendo um levantamento do potencial artístico e cultura de
Aurora',
no intuito de conhecer e identificar, o verdadeiro potencial da arte e
do aretsanato local. Assim como identificar os
artesãos aurorenses que se encontram em atividades e assim potencializar
este ofício como fator gerador de emprego e renda.
Na ocasião, a
representante do Sebrae adiantou ainda que,
em breve voltará a Aurora, onde fará reunião com vários gestores da
administração, inclusive!
com a presença do prefeito prefeito Adailton Macedo. Como inclusive
será elencado um projeto para criação de uma associação dos artesãos
aurorenses. No sentido de melhor dinamizar a produção e comercialização
dos produtos locais.(ver fotos).
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SECULT-AURORA participa de Encontro em Missão Velha com vistas a realização do II Festival de Dança daquela cidade
Reunião de Secretário e Coordenadores na sede da sec. de Cultura em M. Velha |
Coordenador de Cultura de Aurora João Silva no encontro em Missão Velha |
A secretaria de
Cultura e Turismo do município de Missão
Velha, realizará no dia 1º de junho deste ano, o 2º festival de dança
no gênero do forró tradicional. Ocasião em que pretende reunir
representantes de vários municípios do Cariri. A premiação, conforme
disse o secretário da pasta George Januário será a seguinte: 1º lugar
3.000, 2º lugar 2.000 e 3º lugar 1.000.
Vale
salientar que o 1º festival de dança daquela cidade aconteceu no ano passado, daquela feita sob a realização da
Rádio Comunitária Transcariri FM, local. Ainda segundo o Secretário de Cultura e
Turismo, George Januário; os municípios participantes deverão realizar
eventos locais; visando obter uma maior participação dos dançantes e consequentemente para um melhor critério de
escolha do melhor casal.
O mesmo, disse também, que,
a escolha deve acontecer até o dia 25/5 do corrente.
Já a inscrição do município é gratuita e, poderá ser feita até o
dia 30/04, posteriormente a inscrição do casal escolhido, explicou.
Com a finalidade de
debater o evento, a pasta de cultura missãovelhense promoveu reuniáo
no último dia 9 com a
participação de vários secretários de cultura e demais representantes da
pastas regionais. Dentre as representações estiveram preentes os
municípios de Brejo Santo, Porteiras, Barro, Aurora, Lavras da
Mangabeira e Crato.
Impossibilitado de
participar das discussões por cumprir atividade no mesmo dia em
Aurora, o secretário José Cícero enviou o assessor de cultura João
Borges Silva. Lavras da Mangabeira esteve representada pela secretária
Cristina Couto.(ver fotos)
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* João Borges Silva
P/ a Redação do Blog de Aurora e do site Cariri de Fato
Fotos: JC e equipe da Secult Aurora.
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AURORA: Sessão da Câmara é marcada pela nova formação das Comissões Permanentes da Casa
Da Redação
e no Faceboo
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>><<<<<<<<<<<<<<<<<<<Sessão Legislativa os 11 vereadores durante os trabalhos |
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Vice-pres. da Casa Olavo Batista no momento que colocava seu voto na urna |
Sob a presidência do
vereador Francisco Henrique de Macedo
(Chico Henrique – PMDB), o Poder Legislativo aurorense realizou na manhã
do último sábado(20) mais uma sessão plenária em caráter ordinário,
onde se fizeram presentes todos os 11 vereadores que integram a câmara
local.
Justiça e Redação:
Olavo Batista - PMDB
Aécio - PSB
Edísio Leite - PSB
Além da pauta de praxe que compõem, por assim dizer, o
'pequeno expediente', a sessão de sábado, teve ainda como ponto alto a tão esperada
votação com vistas à formação das Comissões Permanentes da casa. Tendo em vista
que a eleição ocorrida anteriormente havia sido
barrada pela oposição, por meio de uma decisão judicial, alegando suposto
equívoco com relação ao critério da proporcionalidade partidária. Porém, a
bancada da situação, não concordando com o raciocínio da oposição, mesmo cumprindo a decisão judicial, recorreu igualmente junto ao Tribunal de Justiça do Estado. O que
segundo a assessoria jurídica da câmara, o resultado de sábado ainda
poderá sofrer modificações, ou seja, ante a possível validação do escrutínio
anterior.
Com vistas a
acompanhar de perto todo o desenrolar dos acontecimentos, o espaço interno da
Câmara se mostrou ainda mais pequeno, em face do grande número de pessoas que
compareceu a referida reunião.
Dentre as intervenções e os requerimentos apresentados na sessão, destaque
para o que fora proposto pelo próprio presente – Chico Henrique, dando conta da
reivindicação de recursos públicos junto
ao deputado estadual Daniel Oliveira(PMDB) no valor de duzentos mil
reais que, conforme o presidente, deverão ser destinados à reconstrução da nova sede da Câmara de
Aurora.
Trata-se portanto de um antigo sonho da população; abraçado agora pelo presente do legislativo.
Uma obra que, desde janeiro deste ano, quando assumiu à presidência, Chico Henrique disse
que é uma das principais prioridades da sua gestão.
Ainda durante a sessão,
Chico Henrique, apresentou requerimento de sua autoria propondo a construção de
um caixa d’água para a comunidade do sítio Oiticica, além de nomeação da rua
localizada à esquerda da linha férrea da esquina do cemitério(caixa d’água da
estação) até a residência do Sr. Zé de Sousa e o clube da Maçonaria.
Após a votação parlamentar, assim como a apuração, as Comissões Permanentes da Casa ficaram compostas pelos seguintes edis. A saber:
Justiça e Redação:
Olavo Batista - PMDB
Aécio - PSB
Edísio Leite - PSB
.............................
Educação, Cultura, Ação Social, Saúde e Meio Ambiente:
Brasa – PMDB
Brasa – PMDB
Erivan Batista - PT
Osasco – PSL
..............................
Orçamento e Finanças:
Aderlânio Macedo - PMDB
Olavo Batista - PMDB
Iracilda - PSL
Osasco – PSL
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Orçamento e Finanças:
Aderlânio Macedo - PMDB
Olavo Batista - PMDB
Iracilda - PSL
..................................
DA Redação do Blog de Aurora e do site Cariri de Fato
Fotos: JC e Adriano Anão
LEIA MAIS EM:
WWW.afaurora.blogspot.comTodo dia tem que ser dia do índio, cara pálida! - Por: José Cícero
Mas quem foi que disse que só o 19 de abril é o dia do índio?
Na mesma proporção como se vem destruindo os recursos naturais do planeta, os chamados “homens brancos” tem também imprimido sua força ao longo da história no sentido da promoção do extermínio das mais diversas etnias indígenas espalhadas pelo mundo. De modo que neste 19 de abril(dia do índio), a grande pergunta que se deveria fazer é: o que haveremos de comemorar neste suposto dia dedicado ao índio? Que legado nós, os contemporâneos, ditos racionais haveremos de deixar às novas gerações no tocante a questão indigenista e ambiental?
Neste dia, pelos menos uma reflexão consciente e inteiramente desapegada de todos os velhos preconceitos e outras discriminações descabidas haveria de ser realizada em relação a este evidente rastro de destruição imposta às populações indígenas não somente do país de Cabral e de Pizon. Ou ainda ao que resta deles(os índios), agora não passam de meros refugiados vivendo às duras penas no que ainda resta da floresta Amazônica e outros rincões abandonados, como sobejos da sociedade moderna, que deram o nome de reserva.
O crescimento urbano, o desenvolvimento social, tecnológico e científico... O pós-modernismo econômico e cultural no seu conjunto mais geral, assim como na sua versão mais cruel tem ajudado a fazer da causa indígena – um ato extremo de perseguição, opressão e matança às vezes muito mais vergonhosa do que aquilo que fizeram os colonizadores, bandeirantes e jesuítas. Alguns festejados ainda hoje com títulos de heróis e outros com os de santos.
A história do nosso índio tem sido por assim dizer, a própria história da usurpação, do crime e do extermínio de toda uma ração que por direito natural seria os únicos e verdadeiros donos do Brasil. Assim como as raízes ancestrais da nossa origem efetiva-biológica.
Somos até hoje, os autênticos destruidores da cultura autóctones dos índios. Criminosos em potenciais de toda uma diversidade de etnias, línguas, dialetos, saberes, crenças e outras tradições inerentes à milenar cultura dos nossos irmãos nativos ameríndios.
O que aconteceu com os povos indígenas, não tem outro nome, senão o de genocídio. Um massacre que de algum modo se perpetuou ao ponto de ter chegado até nós com seus ares de normalidade.
Mas digamos que o processo de extermínio das populações indígenas pelo mundo e, ao longo da história não foi um ‘privilégio’ apenas dos brasileiros, posto que constituiu infelizmente, prática-comum utilizada por diversas nações do globo em diferentes momentos da história humana.
No Brasil, portanto, não teríamos como dissociar a sua história daquilo que foi(e ainda o é) o expediente injusto da exploração e da ocupação às forças, do que ainda restam dos espaços naturais pertencentes aos chamados povos nativos da floresta.
Os índios aos poucos foram sendo expulsos do litoral, sobretudo os tupi-guaranis e para não sucumbirem à maldade dos ‘racionais’ tiveram forçosamente que adentrar o interior do Brasil, até chegar à Amazônia. Os que permaneceram ou foram mortos ou tiveram que se submeter aos ditames espúrios dos seus algozes. Tornaram-se (com raríssimas exceções) pobres miseráveis susceptíveis a toda sorte de males e até à escravidão imposta pelo mundo e pela vida e os costumes dos brancos.
Éramos até os primórdios do suposto “descobrimento”, uma nação completamente livre habitada por uma infinidade de etnias. Raças indígenas vivendo na mais profunda harmonia com a terra, os bichos, à natureza e o sagrado. Uma grande nação que beirava a caso dos cinco milhões de almas falando pouco mais mais de 170 línguas e mais uma série incontável de dialetos.
Antes do descobrimento 100 milhões de aborígenes habitavam o continente americano. Culturas e conhecimento tradicionais que, na sua grande maioria, já se perderam para sempre. Uma riqueza que o homem moderno movido por sua ganância e arrogância até hoje não pode aquilatar com completo. Um prejuízo histórico que só o futuro poderá dimensionar no seu verdadeiro grau.
Era o Brasil o que poderíamos chamar de paraíso perdido na imensidão das Américas.
Um lugar que mesmo após as sucessivas incursões deletérias dos brancos invasores (colonizador e cia.) sustentou os impérios falidos do velho continente. Assim como a opulência e as farras nababescas dos que desgraçadamente se imaginavam ter sangue azul e, que se situavam acima do bem do mal. Uma ilusão que não passara incólume pelo teste inabalável da história.
Por conta desta riqueza natural do país tupiniquim ‘pastoreada’ que foi por nossos irmãos indígenas é que a nação sobreviveu até os dias atuais. Chegando até nós... Só por isso suportou ao vilipêndio, à invasão, ao roubo, à espoliação, ao massacre, à pilhagem assim como a todas as mais abomináveis formas de crimes e expiações que se possa imaginar.
A força do índio brasileiro corre hoje ainda nas nossas veias. O nosso DNA é a mais forte evidência da nossa ligação indígena, além de africana e européia. O índio, portanto, queiramos ou não, é nosso irmão.
Neste dia urge que tenhamos esta compreensão vigorosa e efusiva, com a consciência afirmativa de que somos filhos de uma mistura de raças. Uma miscigenação da qual não é possível se eximir por qualquer razão da presença central do aborígine. Somos irmãos de sangue, luta história e sofrimento. E isso não é pouca coisa.
Neste 19 de abril, diria que a simples consciência deste fato, já seria muito mais da conta para uma sociedade hedonista, arrogante e preconceituoso, sobretudo no que tange as suas verdadeiras origens ancestrais.
Aceitar o índio como partícipe da nossa história biológica será um motivo para um ato de verdadeira celebração. Sinal de que a sociedade brasileira está evoluindo não apenas nas aparências...
Por fim, digamos que todos os dias mesmo antes de 1500 têm que ser dia do índio. Até porque todos os filhos do Brasil mantêm uma dívida de gratidão com os ‘bugres’ sul-americanos das terras de Vera Cruz.
Porque cara pálida! O índio é sim, o nosso irmão!
Na mesma proporção como se vem destruindo os recursos naturais do planeta, os chamados “homens brancos” tem também imprimido sua força ao longo da história no sentido da promoção do extermínio das mais diversas etnias indígenas espalhadas pelo mundo. De modo que neste 19 de abril(dia do índio), a grande pergunta que se deveria fazer é: o que haveremos de comemorar neste suposto dia dedicado ao índio? Que legado nós, os contemporâneos, ditos racionais haveremos de deixar às novas gerações no tocante a questão indigenista e ambiental?
Neste dia, pelos menos uma reflexão consciente e inteiramente desapegada de todos os velhos preconceitos e outras discriminações descabidas haveria de ser realizada em relação a este evidente rastro de destruição imposta às populações indígenas não somente do país de Cabral e de Pizon. Ou ainda ao que resta deles(os índios), agora não passam de meros refugiados vivendo às duras penas no que ainda resta da floresta Amazônica e outros rincões abandonados, como sobejos da sociedade moderna, que deram o nome de reserva.
O crescimento urbano, o desenvolvimento social, tecnológico e científico... O pós-modernismo econômico e cultural no seu conjunto mais geral, assim como na sua versão mais cruel tem ajudado a fazer da causa indígena – um ato extremo de perseguição, opressão e matança às vezes muito mais vergonhosa do que aquilo que fizeram os colonizadores, bandeirantes e jesuítas. Alguns festejados ainda hoje com títulos de heróis e outros com os de santos.
A história do nosso índio tem sido por assim dizer, a própria história da usurpação, do crime e do extermínio de toda uma ração que por direito natural seria os únicos e verdadeiros donos do Brasil. Assim como as raízes ancestrais da nossa origem efetiva-biológica.
Somos até hoje, os autênticos destruidores da cultura autóctones dos índios. Criminosos em potenciais de toda uma diversidade de etnias, línguas, dialetos, saberes, crenças e outras tradições inerentes à milenar cultura dos nossos irmãos nativos ameríndios.
O que aconteceu com os povos indígenas, não tem outro nome, senão o de genocídio. Um massacre que de algum modo se perpetuou ao ponto de ter chegado até nós com seus ares de normalidade.
Mas digamos que o processo de extermínio das populações indígenas pelo mundo e, ao longo da história não foi um ‘privilégio’ apenas dos brasileiros, posto que constituiu infelizmente, prática-comum utilizada por diversas nações do globo em diferentes momentos da história humana.
No Brasil, portanto, não teríamos como dissociar a sua história daquilo que foi(e ainda o é) o expediente injusto da exploração e da ocupação às forças, do que ainda restam dos espaços naturais pertencentes aos chamados povos nativos da floresta.
Os índios aos poucos foram sendo expulsos do litoral, sobretudo os tupi-guaranis e para não sucumbirem à maldade dos ‘racionais’ tiveram forçosamente que adentrar o interior do Brasil, até chegar à Amazônia. Os que permaneceram ou foram mortos ou tiveram que se submeter aos ditames espúrios dos seus algozes. Tornaram-se (com raríssimas exceções) pobres miseráveis susceptíveis a toda sorte de males e até à escravidão imposta pelo mundo e pela vida e os costumes dos brancos.
Éramos até os primórdios do suposto “descobrimento”, uma nação completamente livre habitada por uma infinidade de etnias. Raças indígenas vivendo na mais profunda harmonia com a terra, os bichos, à natureza e o sagrado. Uma grande nação que beirava a caso dos cinco milhões de almas falando pouco mais mais de 170 línguas e mais uma série incontável de dialetos.
Antes do descobrimento 100 milhões de aborígenes habitavam o continente americano. Culturas e conhecimento tradicionais que, na sua grande maioria, já se perderam para sempre. Uma riqueza que o homem moderno movido por sua ganância e arrogância até hoje não pode aquilatar com completo. Um prejuízo histórico que só o futuro poderá dimensionar no seu verdadeiro grau.
Era o Brasil o que poderíamos chamar de paraíso perdido na imensidão das Américas.
Um lugar que mesmo após as sucessivas incursões deletérias dos brancos invasores (colonizador e cia.) sustentou os impérios falidos do velho continente. Assim como a opulência e as farras nababescas dos que desgraçadamente se imaginavam ter sangue azul e, que se situavam acima do bem do mal. Uma ilusão que não passara incólume pelo teste inabalável da história.
Por conta desta riqueza natural do país tupiniquim ‘pastoreada’ que foi por nossos irmãos indígenas é que a nação sobreviveu até os dias atuais. Chegando até nós... Só por isso suportou ao vilipêndio, à invasão, ao roubo, à espoliação, ao massacre, à pilhagem assim como a todas as mais abomináveis formas de crimes e expiações que se possa imaginar.
A força do índio brasileiro corre hoje ainda nas nossas veias. O nosso DNA é a mais forte evidência da nossa ligação indígena, além de africana e européia. O índio, portanto, queiramos ou não, é nosso irmão.
Neste dia urge que tenhamos esta compreensão vigorosa e efusiva, com a consciência afirmativa de que somos filhos de uma mistura de raças. Uma miscigenação da qual não é possível se eximir por qualquer razão da presença central do aborígine. Somos irmãos de sangue, luta história e sofrimento. E isso não é pouca coisa.
Neste 19 de abril, diria que a simples consciência deste fato, já seria muito mais da conta para uma sociedade hedonista, arrogante e preconceituoso, sobretudo no que tange as suas verdadeiras origens ancestrais.
Aceitar o índio como partícipe da nossa história biológica será um motivo para um ato de verdadeira celebração. Sinal de que a sociedade brasileira está evoluindo não apenas nas aparências...
Por fim, digamos que todos os dias mesmo antes de 1500 têm que ser dia do índio. Até porque todos os filhos do Brasil mantêm uma dívida de gratidão com os ‘bugres’ sul-americanos das terras de Vera Cruz.
Porque cara pálida! O índio é sim, o nosso irmão!
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Prof. José Cícero
Prof. José Cícero
Pesquisador e poeta
Sec. de Cultura e Turismo
Aurora - CE.
Fotos ilustrativas da Internet
LEIA MAIS EM:
www.aurora.ce.gov.br/
http://www.seculteauroera.blogspot.com/ Bilhões e Bilhões de Carl Sagan – Por José Cícero
Leitura tardia. Contudo, acabei
de sorver hoje mais um livro que há muito se encontrava pacientemente (como
tantos outros)
na fila de espera da minha estante. Nestes casos, a espera nunca será uma coisa boa.
Algo que, a meu juízo, minha exigüidade
de tempo, aliada a luta pela
sobrevivência têm muitas vezes
praticamente me impossibilitado de fazer com relativa freqüência: estas leituras
cotidianas.
Posto que, nem só de pão vive o homem. Além do que, uma única vida é
muito pouco para que possamos ler e conhecer todos os clássicos da literatura mundial.
Trata-se portanto, de “Bilhões e Bilhões”, uma obra seminal, daquele
que possivelmente(a meu ver) foi o mais
engajado e importante pensador do século XX – Carl Sagan – morto em 1996. Um intelectual homem de ciência que fez da
sua própria vida, um verdadeiro sacerdócio quando da luta pela difusão de idéias,
saberes e conhecimentos em favor da natureza, da espiritualidade e da vida. Sem,
entretanto, perder de vista o efetivo
fortalecimento dos princípios éticos, educacionais, históricos, humanistas e
ambientais.
A citada obra, publicada
postumamente em 1997 por sua esposa, a
também escritora e colaboradora Ann Druyan Sagan; constitui-se como um interessante apanhado de vários artigos científicos e outras contribuições diversas do pensador e professor de astronomia da Universidade da
Califórnia(EUA), com vistas à compreensão
do mundo e da existência humana, como de tudo o mais que compõe a biosfera.
Os artigos enfeixados neste livro, ao contrário do que possa parecer num primeiro momento, não representam uma temática díspares(mas ao contrário), configura-se como um tema quase único, focado sobremaneira 'na vida, na morte do planeta, do universo e do ser humano, tanto coletivo, quanto individual'. Um livro realmente de avantajada sabedoria.
Os artigos enfeixados neste livro, ao contrário do que possa parecer num primeiro momento, não representam uma temática díspares(mas ao contrário), configura-se como um tema quase único, focado sobremaneira 'na vida, na morte do planeta, do universo e do ser humano, tanto coletivo, quanto individual'. Um livro realmente de avantajada sabedoria.
Escrito por alguém que, malgrado a secura das
suas verdades necessárias e até certo ponto, incovenientes, acima de tudo
confiava no homem como um sujeito histórico ainda capaz de tornar a vida e o mundo melhor. Um pensador
que acima de tudo, acreditava na viabilidade da salvação do planeta, como na
conquista de uma felicidade harmônica e coletiva.
Sagan ficou mais conhecido ao redor do mundo, a
priori através da famosa série de TV “Cosmos”
que o mesmo produziu e apresentava com regularidade a partir da sua pátria.
Ainda hoje, um importante documento
audiovisual veiculado, por exemplo aqui no Brasil na TV Escola e em, especiais da
TV Cultura. Como ainda, em diversos
países do mundo por se tratar de algo realmente antológico quando o assunto é
ciência, educação, astronomia e meio ambiente.
Vale a pena lê-lo. Eis o presente: “Bilhões e Bilhões – ‘Reflexões
sobre vida e morte na virada do milênio’.
Troque o seu tempo de TV por esta leitura. Presumo que você não irá se
arrepender.
De Carl Sagan – apenas mais um dos meus admiráveis gurus.
De Carl Sagan – apenas mais um dos meus admiráveis gurus.
Para compreender um pouco mais:
Carl Sagan
Carl
Edward Sagan foi um cientista, astrônomo, astrofísico, cosmólogo, escritor e
divulgador científico norte-americano. Sagan é autor de mais de 600 publicações
científicas, e também autor de mais de 20 livros de ciência e ficção
científica.
Nascimento: 9 de novembro de 1934, Brooklyn
* Prof. José Cícero
Secretário de Cultura e Turismo
Aurora - CE.
Foto ilustrativa: da Internet
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